Quem sou
Meu nome é Paloma Macetko. Sou desenvolvedora de software e trabalho com a criação de sites e sistemas.
Sou mulher trans e uso cadeira de rodas. Essas duas condições moldam a forma como vejo o país: sei o que significa depender de acessibilidade, de saúde pública e de leis que garantam respeito.
Sei na pele o que a extrema direita quer tirar de nós. Por isso eu faço o L.
Por que defendo a esquerda
Defendo a esquerda porque é o campo político que reconhece a existência e os direitos de pessoas como eu. Pessoas trans e pessoas com deficiência dependem diretamente de políticas públicas: o SUS, a Lei Brasileira de Inclusão, o BPC e a proteção contra a discriminação.
Eu trabalho com carteira assinada e não recebo o BPC, mas sei o quanto ele é essencial para milhares de pessoas com deficiência que não conseguem uma vaga no mercado de trabalho. Defender esse direito é defender quem mais precisa dele.
Quando a extrema direita chega ao poder, essas políticas são enfraquecidas e o discurso de ódio passa a ocupar espaço oficial. Para nós, a diferença entre um governo e outro não é teórica: é concreta.
Isso não significa apoio sem crítica. Significa defender um projeto de país em que ninguém fique para trás.
Por que criei este site
Criei o L pelo mundo depois de ver a extrema direita crescer e transformar o ataque às minorias em projeto político. Pessoas trans, pessoas com deficiência, mulheres, negros e indígenas viraram alvo de pautas que tiram direitos e de campanhas construídas sobre o medo.
Diante disso, eu não podia ficar calada. Em 2026, o gesto do L ultrapassou as fronteiras do Brasil e passou a ser usado por movimentos progressistas na Espanha, no Chile, no México e em outros países. Faltava um lugar que reunisse esse movimento com clareza e responsabilidade.
Como desenvolvedora, decidi construir esse espaço: cada dado tem fonte, cada notícia leva à matéria original e tudo está disponível em português, inglês e espanhol.